Viciado em celular? Saiba como prevenir e tratar lesões causadas pelo uso excessivo dos aparelhos

Hoje em dia é cada vez mais frequente encontrar pessoas com enfermidades provocadas pelo uso excessivo de celular. Entre elas, a tendinite está no topo, e é considerada por profissionais da área, como doença contemporânea.

Determinadas profissões ou até mesmo hábitos viciosos fazem com que algumas pessoas não larguem o celular e passem muito tempo digitando. A prática não é saudável por diversos motivos e pode prejudicar em especial tendões, articulações e até nervos das mãos. Em casos mais graves, as lesões podem ainda surtir reflexos também na coluna cotovelos e punhos.

Hoje em dia é cada vez mais frequente encontrar pessoas com enfermidades provocadas pelo uso excessivo de celular. Entre elas, a tendinite está no topo, e é considerada por profissionais da área como doença contemporânea. O mal hábito de digitar muito rápido  usando apenas o polegar para  navegar, pode trazer sérias complicações para as mãos e dedos, alerta o ortopedista Dr. Henrique Schneiter, especialista em ortopedia, traumatologia, cirurgia da mão e microcirurgia.

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“Os pontos dolorosos vistos com maior freqüência são a articulação entre as falanges do polegar, o trajeto dos tendões extensores no dorso do polegar até o punho, ou o trajeto do tendão flexor do polegar, na região palmar. Síndromes compressivas, doenças originadas da compressão de nervos periféricos, podem ser agravadas com a má-postura ao utilizar o celular por longos períodos”, continua o médico.

Com relação a fase das dores que podem identificar o problema, Dr. Schneiter afirma: “As tendinites iniciam com dor que progridem para limitação dos movimentos nas fases mais tardias. Dores de origem articular, inicialmente intermitentes, passam a ser contínuas ou aumentar à intensidade. As síndromes compressivas iniciam com dormências e formigamentos (parestesias) intermitentes nas mãos, que podem evoluir para parestesias contínuas, perda de sensibilidade e força, até atrofia muscular”, alertou.

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Para aqueles que inevitavelmente precisam dos aparelhos celulares para trabalhar diariamente, Schneiter aconselha como evitar que o problema ocorra, e o que pode ser feito para aliviar as dores na fase inicial: “O cuidado mais simples é não usar o polegar para digitar. A maneira mais correta de utilizar o aparelho é segurando-o com uma das mãos e digitar usando os dedos da outra mão. Os cuidados com a postura também devem ser permanentes e incluem coluna ereta, cotovelos fletidos no máximo até 90 graus e punhos em posição neutra entre a flexão e extensão”.

“A cada 50 minutos utilizando este tipo de aparelhos, é recomendado um tempo de descanso de 10 minutos. Nesse período, alongamentos para os dedos, punhos, cotovelos, ombros e coluna podem ser realizados”, explicou.

A velha e pertinente dúvida sobre o uso de água quente ou gelo para aliviar as dores, ainda levanta muitos questionamentos, o médico informa que no geral, os tecidos chamados brancos (cartilagem, tendões, nervos), respondem melhor à aplicação de calor, mas isso não é absoluto: “a maneira mais prática de aplicar calor nas mãos é por imersão em água aquecida”, afirmou.

Como é dado o diagnóstico? Quem deve tratar a lesão? Médico ou fisioterapeuta?

O diagnóstico destas patologias é dado através do exame físico e interrogatório sistemático feito por profissional treinado na área. Apenas alguns casos dependem de exames complementares. O médico especialista em cirurgia da mão é o profissional que detém maior conhecimento específico das patologias que acometem os punhos e mãos. O tratamento é feito em conjunto com os terapeutas de mão e terapeutas ocupacionais, e pode requerer desde simples mudanças de hábito à procedimentos cirúrgicos.

 

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