Traficante é morto dias após ser solto em audiência de custódia

Um traficante identificado como Luis Felipe Santana de Jesus morreu em confronto com a polícia na tarde de segunda-feira (19/5), no bairro da Liberdade, doze dias após ser liberado pela Justiça em audiência de custódia no dia 07 de maio. No caso, o criminoso, que era conhecido como Felipinho, foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas na Avenida Peixe, mesmo local em que foi morto durante tiroteio.
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Segundo depoimento dos policiais que prenderam Felipinho, o criminoso tentou fugir do flagrante. “Ao notar a presença da guarnição, [ele] dispensou o aparelho celular iphone de cor verde e capa branca e um pacote que tinha 13 pacotes de substância análoga à maconha e 24 embalagens plásticas com substância análoga a pedras de crack”, depôs um PM em documento do Tribunal de Justiça (TJ-BA).
Na audiência de custódia, o Ministério Público e a defesa do acusado pediram que ele respondesse pelo crime em liberdade provisória. O pedido foi acatado pela Justiça que, impôs, entretanto, o uso de tornozeleira eletrônica de Felipinho. De acordo com a Polícia Militar da Bahia (PM-BA), após o tiroteio que baleou o suspeito, os policiais notaram que ele usava o material de monitoramento de investigados.
Ainda segundo a PM-BA, Felipinho recebeu socorro após ser baleado. “Guarnições da 37ªCIPM foram recebidas a tiros por indivíduos armados, iniciando um confronto. Cessados os disparos, um homem foi encontrado ao solo com uma arma em mãos. Foi prestado socorro ao Hospital Ernesto Simões, todavia o suspeito não resistiu aos ferimentos. O homem utilizava tornezeleira eletrônica”, escreveu em nota.
Com o traficante, foram apreendidos uma pistola .380, diversos pinos de cocaína, diversos pinos de crack e um rádio comunicador. O caso vai ser investigado pela Delegacia de Homicídios Múltiplos (DHM), que registrou o caso. Além da prisão no início deste mês, Filipinho tinha sido preso em março pelo crime de tráfico. Ao todo, ele foi autuado em flagrante em quatro casos que acabaram em inquéritos policiais registrados no sistema do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).